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Ao longo dos anos, poucos intelectuais têm experimentado tanta admiração e ódio como Antonio Negri. Seu livro best-seller internacional, Império, uma análise crítica da nova economia global co-autoria com Michael Hardt, foi saudado como um novo manifesto para o século 21, e virou Negri em um porta-voz do líder do movimento anti-globalização internacional. Antonio Negri: uma revolta que perfis Never Ends da vida controversa e horários deste importante filósofo moral e política, militante, preso de refugiados, e os chamados "inimigos do Estado."

Ele traça as suas raízes nos movimentos radicais de esquerda na Itália durante os anos 60 e 70, ilustrado através de imagens de arquivo incrível de greves, ocupações de fábricas, ações terroristas, os confrontos de rua violentos, e os ensaios de dissidentes do governo. Durante essas décadas tumultuada Negri passou dez anos de prisão e 14 anos no exílio parisiense, onde contribuiu para o debate filosófico com autores como Gilles Deleuze. O filme apresenta entrevistas com Negri (realizada após a sua libertação abril 2003 do confinamento), as aparências de falar em público, além de comentários de seu co-autor Michael Hardt, e seus colegas italianos e franceses.

Antonio Negri explora a luta ao longo da vida deste teórico visionário político, sendo expresso em obras importantes da actualidade, tais como Império e sua continuação, Multidão: Guerra e Democracia na Era do Império, um projeto intelectual poderosa em protesto contra a nova ordem global. (First Run / Icarus Films)

Com o passar dos anos, poucos intelectuais têm experimentado tanta admiração e ódio como Antonio Negri. Seu livro best-seller internacional, Império, uma análise crítica da nova economia global co-autoria com Michael Hardt, foi saudado como um novo manifesto para o século 21, e virou Negri em um porta-voz do líder do movimento anti-globalização internacional. Antonio Negri: uma revolta que perfis Never Ends da vida controversa e horários deste importante filósofo moral e política, militante, preso de refugiados, e os chamados "inimigos do Estado."

Ele traça as suas raízes nos movimentos radicais de esquerda na Itália durante os anos 60 e 70, ilustrado através de imagens de arquivo incrível de greves, ocupações de fábricas, ações terroristas, os confrontos de rua violentos, e os ensaios de dissidentes do governo. Durante essas décadas tumultuada Negri passou dez anos de prisão e 14 anos no exílio parisiense, onde contribuiu para o debate filosófico com autores como Gilles Deleuze.

Multitude ou multidão é um conceito da ciência política e do Direito constitucional que representa a multiplicidade social de sujeitos, capaz de atuar em comum como agente de produção biopolítica dentro do sistema político.

Usado pela primeira vez por Maquiavel, a noção de multidão foi promovida fundamentalmente por Spinoza, diferenciando-se da noção de povo, de Hobbes, dominante até os nosso dias.

A diferença básica é que, em Hobbes, a concepção do conjunto de cidadãos é simplificada como uma unidade, um corpo único com vontade única ou que reúna os requisitos necessários para ser considerada como povo, enquanto que o conceito de multidão retoma essa unidade, conservando sua natureza múltipla.

Na segunda metade do século XX, o conceito foi recuperado dentro de variantes do socialismo libertário e popularizado recentemente por pensadores dentro do chamado operaísmo italiano, de Mario Tronti, Antonio Negri e Raniero Panzieri.

Nos anos 2000, o conceito voltou à ordem do dia, designando o ente político que se opõe ao "Império" - uma nova lógica e estrutura de comando global, descentralizada, conforme descrito pelos filósofos políticos Michael Hardt e Toni Negri, em seus livros Império (2000) e Multidão: Guerra e Democracia na era do Império (2004). A multidão, para esses filósofos, viria a substituir o conceito de proletariado como categoria de análise. Devido à atual hegemonia do trabalho imaterial, qualquer pessoa - seja ela uma criança, um aposentado, um artista de rua ou mesmo indigente - pode pertencer à nova "classe trabalhadora".

Também têm utilizado o termo os pensadores associados ao autonomismo marxista, incluindo Sylvère Lotringer, Paolo Virno e outros pensadores conectados com a revista epônima Multitudes.

Referência:Gramática de la multitud: para un análisis de las formas de vida contemporáneas, por Paolo Virno.2001.

Todas as tecnologias produzidas pelos Saberes Tradicionais surgiram a partir das dificuldades práticas da vida, e para construir a viabilidade de inumeráveis formas de viver, nas mais variadas circunstâncias e encontros dos homens com o mundo. Quando uma antiga tecnologia desaparece, junto com ela a humanidade vai perdendo um pedaço de seu caminho percorrido, de sua trajetória, perde-se um trecho da teia emaranhada que a humanidade vai tecendo neste mundo, e com isto, não são apenas os povos que produziram estas tecnologias que perdem autonomia, independência e história, é toda a humanidade que resta diminuída.

Por isto, a PRIMO aposta na sistematização e valorização de Técnicas/Tecnologias/Saberes Tradicionais, trabalhando com quatro projetos integrados:

  • Saberes Tradicionais para produção do cuidado - pesquisando, cultivando e divulgando os saberes sobre plantas medicinais;
  • Agroecologia Tradicional contra o uso de agrotóxicos - desenvolvendo a compostagem e outras formas de reutilização dos resíduos orgânicos na produção de adubos;
  • Soluções Tradicionais em bioarquitetura - divulgando os benefícios e as formas de instalação do banheiro seco ou bason;
  • Saberes Tradicionais para uma soberania alimentar - valorizando os alimentos integrais, naturais e originais.

Vivemos um mundo que caminha na direção de um globalitarismo, como bem definido por Milton Santos, com um adensamento tecnológico cada vez mais sofisticado, cada vez mais ditado pelos pólos centrais, criador de uma dependência cada vez maior dos povos periféricos, gerador de uma homogeneização, padronização mundializada das formas de viver, vestir, comer, habitar, locomover, cuidar, pensar e amar. Neste mundo, preservar o “conhecimento tradicional”, o patrimônio imaterial e a “patrimonialização das diferenças”, é tão necessário quanto preservar a biodiversidade, o patrimônio natural e a herança da diversidade genética.

O conhecimento tradicional vai para além do “saber fazer”, atingindo a amplitude multidimensional do “fazer saber” e do “saber viver”, representando, a sua defesa, uma verdadeira preservação da sociobiodiversidade, e da diversidade subjetiva, componentes das três ecologias, como definido por Félix Guattari.

Pesquisar, conhecer, valorizar e divulgar os saberes tradicionais é trabalhar pela heterogeneidade, pela multiplicidade, pela diversidade, pelo direito à diferença, ou, de forma mais expressiva, pela composição da multitude, como definido por Toni Negri.

janeiro de 2011

(...) O senhor tem falado em globalitarismo. Poderia nos explicar esse conceito?

Eu chamo a globalização de globalitarismo, porque estamos vivendo uma nova fase de totalitarismo. O sistema político utiliza os sistemas técnicos contemporâneos para produzir a atual globalização, conduzindo-nos para formas de relações econômicas implacáveis, que não aceitam discussão, que exigem obediência imediata, sem a qual os atores são expulsos da cena ou permanecem dependentes, como se fossem escravos de novo. Escravos de uma lógica sem a qual o sistema econômico não funciona. Que outra vez, por isso mesmo, acaba sendo um sistema político.

Esse globalitarismo também se manifesta nas próprias idéias que estão atrás de tudo. E, o que é mais grave, atrás da própria produção e difusão das idéias, do ensino e da pesquisa. Todos obedecem, de alguma maneira, aos parâmetros estabelecidos. Se estes não são respeitados, os transgressores são marginalizados, considerados residuais, desnecessários ou não-relevantes. É o chamado pensamento único. Algumas vozes críticas podem se manifestar, uma ou duas pessoas têm permissão para falar o que quiserem, para legitimar o discurso da democracia. Só que a estrutura do processo de produção das idéias se opõe e hostiliza essa produção de idéias autônoma e, por conseguinte, de alternativas.

É uma forma de totalitarismo muito forte, insidiosa, porque se baseia em idéias que aparecem como centrais à própria idéia da democracia – liberdade de opinião, de imprensa, tolerância – utilizadas exatamente para suprimir a possibilidade de conhecimento do que é o mundo, do que são os países, os lugares. Eu chamo isso de tirania da informação, que, associada à tirania do dinheiro, resulta no globalitarismo.

Falar em Tecnologias Sociais é uma das formas de enfrentar o debate sobre o uso e a função social da produção, apropriação e destinação do universo de ferramentas tecnológicas que o homem vem criando e inventando desde tempos imemoriais.

São dois termos que se articulam de formas múltiplas, podendo-se argumentar inclusive que, sob certo ponto de vista, não cabe esta adjetivação, pois toda tecnologia é social, ou que todo social é tecnológico. E que a tecnologia é patrimônio dos povos que a geraram socialmente, as tecnologias pertencem a conjunções de tempos e lugares e circunstâncias sociais, jamais sendo o resultado de uma única pessoa, já que necessariamente transitamos por uma história que nos ultrapassa em todas as direções, daí, não se poder tomar a tecnologia como propriedade particular. O socius produz tecnologias e também é produzido por elas, em mecanismos perpetuamente retroalimentares.

Mas, mesmo assim, a idéia de Tecnologias Sociais nos parece bastante útil por estar intimamente ligada a uma tentativa de contrapor, de forma simplificada e compreensível, dois pólos tecnológicos.

Temos, de um lado, as tecnologias que estão a serviço da emancipação individual e coletiva, da propagação dos saberes como patrimônio da humanidade; compromissadas com sua transformação em herança cultural e socioambiental para as futuras gerações, sendo chamadas por isto de Tecnologias Sociais.

De outro lado, temos o controle tecnológico avançando sobre a vida, gerando sua submissão, sua adulteração, sua poluição, sua concentração centralizadora, produtora de mais e mais periferias. Então, temos as Tecnologias Sociais que aumentam a potência da vida e de sua força criadora, e as tecnologias que, ao contrário, estão empobrecendo os recursos e a diversidade da vida, chegando a colocar em risco sua própria viabilidade.

A PRIMO aposta nas Tecnologias Sociais como idéia força propulsora em seus projetos integrados: na produção do cuidado com plantas medicinais, na agroecologia, na bioarquitetura e na soberania alimentar.

janeiro de 2011

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